4.30.2010

O vosso pior inimigo.

Caros visitantes (e sim, na minha mente vocês são muitos),

se alguma vez se perguntaram quem seria o vosso pior inimigo, não desesperem que estou aqui para responder à vossa duvida. O vosso pior inimigo são os recibos verdes.

Logo na apresentação, ele mente-vos... quem está à espera de recibos verdes, recebe um bloco de folhas azuis... portanto só para começar vocês já estão a levar 1-0.
Ao aceitarem acolher o referido bloco em vossas casas, ficam a saber que no vosso primeiro ano de relação profissional, onde entre outras coisas vocês serão explorados, ficam isentos de pagar mensalidades para os ter convosco. Mas desenganem-se aqueles que pensam que a situação é permanente... ao fim de um ano, o bloco azul de recibos verdes gosta tanto de vocês que começa a cobrar para que tenham o privilégio de privar com eles...

Hoje assisti incrédulo a uma situação que visto de maneira mais larga, será a realidade em vigor um pouco por todo o país. Três amigos meus entraram às 9h30 na empresa para mais um dia de trabalho, não sei se chegaram a horas diferentes, se tomaram café juntos antes de subir... sei que foi à mesma hora que foram todos convocados para uma reunião com as chefias. Mesmo com caneta e bloco de notas, não estavam preparados para saber que hoje era o último dia que trabalhavam ali... ah, não vos disse... nestas alturas, o vosso bloco azul de recibos verdes não quer saber de vocês para nada... acabou-se.

As pessoas que actualmente estão nesta situação, só pecam por ter menos experiência profissional que as que se mantêm no mercado, não são em nada inferiores às que estão empregadas... falo também por mim... não me considero menos por estar desempregado... fico contente por todos os meus colegas e amigos que estão a trabalhar... sem falsas modéstias. Posso ter menos experiência profissional e um amigo verde que é horrível... mas enfim... são as regras de jogo.

1 comentário:

dina disse...

A chamada crise está por todo o lado, de facto há quem diga que há quem durma à sombra da crise, o que se passa é que estamos na geração do descartável, o que hoje é certo amanhã já não faz sentido, que será isto? Daqui a uns tempos vêm os historiadores, e nessa altura vão fazer o favor de interpretar o que hoje sentimos no pêlo.
E os que não estão com recibos verdes sujeitam-se a despedimentos colectivos, muitas vezes não havendo qualquer sinal de "crise", tempos difíceis sem dúvida