4.27.2010

A exclusividade

Já repararam que quando têm uma conversa com alguém e percebem que não são a primeira pessoa que está a ter essa mesma conversa, existe sempre a noção de estar a receber os "restos"?
Imaginem alguém que vos é próximo, tem uma reunião, uma entrevista de trabalho, uma consulta... não sei... algo importante e por sua vez, como gostamos dessa pessoa, também importante para nós.
Agora se encontrarmos esse alguém e este estiver, por exemplo, ao telefone e aparentemente a falar desse assunto. Não vos deixa a ideia de que não vão receber todos os pormenores por serem notícias em segunda mão?
Existirá uma necessidade de todos, para abordar os seus temas prementes com alguém... mas uma vez que falamos desse tema... fica resolvido. Pelo menos comigo é assim... ter de falar sobre um mesmo tema sempre com a mesma vontade/originalidade é bastante complicado para não dizer impossível.

Um caso prático: Vou a uma entrevista. Falo ou com o meu pai, ou mãe, ou namorada... e depois sempre que abordar o tema no futuro já não tem qualquer interesse... bem talvez sirva para preencher vazios constrangedores que por vezes assolam uma mesa entre amigos... e fica sempre bem lançar algo interessante e substancial para a mesa. Mas ainda assim, a meu ver, não se compara a receber o exclusivo de alguém...

- Epah no outro dia tive uma entrevista! 
- A sério? Como correu?
- Normal.

(silêncio constrangedor)

Há que lutar por esses furos!

1 comentário:

dina disse...

Desta vez falas dum assunto muito sério, e sabes do que estás a falar, em todas as épocas as conversas são em 2ª mão, será que nesta se nota mais?